FREQUENTLY ASKED QUESTIONS
A maioria das mortes neonatais ocorre na África, devido, em parte, a maiores densidades populacionais, desigualdades no acesso à saúde, recursos limitados e instabilidade política. Um recém-nascido na África tem 11 vezes mais probabilidades de morrer do que outro na Austrália (que possui as menores taxas de mortalidade). Portanto, melhorar a saúde da população recém-nascida é uma prioridade nestes países. A nossa equipa inclui líderes nas áreas de saúde, ciência e tecnologia de 5 países africanos (Etiópia, Gabão, Moçambique, Nigeria e Uganda), que liderarão a implementação dos estudos e a análise de dados (consulte a seção Conheça a Equipa).
A triagem é o processo pelo qual as equipes clínicas decidem quais pacientes devem ter prioridade no internamento hospitalar ou na alta, com base na urgência do atendimento e na gravidade dos sintomas ou da doença.
A estratificação de risco é o processo pelo qual os profissionais de saúde decidem quais pacientes priorizar para no internamento hospitalar ou alta, com base no risco global de agravamento do seu estado de saúde.
Para utilizar o nosso teste, as equipas de saúde precisarão apenas coletar 2 gotas de sangue obtidas por meio de uma punção no dedo do doente. Isso será suficiente para o teste detectar os níveis de biomarcadores em menos de 20 minutos e apresentar os resultados em uma categoria de risco intuitiva, codificada por cores: vermelho para alto risco, amarelo para risco moderado, verde para baixo risco. Com base nessas categorias, os médicos podem então decidir se devem internar o doente no hospital para tratamento, mantê-lo em observação ou dar-lhe alta. Para a versão final do nosso teste, planejamos incorporar os resultados em um aplicativo móvel que apresnetará os dados juntamente com informações importantes sobre o recém-nascido (como peso, idade e sinais vitais), o que ajudará o médico a tomar a melhor decisão.
O nosso estudo é financiado pela European & Developing Countries Clinical Trials Partnership (EDCTP), uma parceria público-pública entre países da Europa e da África, apoiada pela União Europeia. Também contamos com financiamento adicional do Departamento de Comércio Internacional do Reino Unido.
Um teste prognóstico pode determinar se uma pessoa desenvolverá uma condição específica no futuro, ao contrário de um teste diagnóstico, que determina se alguém apresenta uma condição específica no presente. No nosso caso, o teste de biomarcadores preverá se o estado de saúde de um recém-nascido irá agravar-se ou não após a consulta com o a equipa clínica.
Um biomarcador é uma molécula encontrada no sangue, órgãos ou tecidos e que participa de processos biológicos normais. Quando há uma doença ou condição clínica, os níveis dessas moléculas podem aumentar ou diminuir, indicando uma alteração nos processos biológicos. No nosso caso, o biomarcador no qual o teste se baseia está presente no sangue e é liberado pela capa interna dos vasos sanguíneos em quantidades maiores quando a pessoa está doente.
As estratégias atuais de estratificação de risco são insuficientes para identificar adequadamente quais pacientes têm maior probabilidade de apresentar resultados desfavoráveis. É por isso que estamos a levar a cabo este projeto, com o objetivo de criar ferramentas melhores para identificar quem está em maior risco e oferecer o atendimento adequado rapidamente.
As investigações demonstraram que os testes baseados em níveis de biomarcadores são tão eficazes ou melhores do que os métodos atuais para prever o risco de desfechos negativos. Isso ocorre porque os níveis de biomarcadores constituem uma quantidade mensurável, enquanto os métodos atuais dependem de observações baseadas em sintomas, que podem ser subjetivas.
Além disso, o teste de biomarcadores que estamos a desenvolver baseia-se numa proteína liberada precocemente no curso da maioria das infecções comuns, o que lhe confere a vantagem de obter resultados rapidamente e independentemente do tipo de infeção, permitindo tomar decisões rápidas que resultarão na melhoria da saúde dos recém-nascidos. Consulte as publicações científicas para saber mais sobre esta pesquisa.
